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Naomi Osaka, o nome que impactou Roland Garros!

Na quadra de saibro mais clássica do mundo, onde o dress code quase sempre flerta com o “menos é mais”, Naomi Osaka , a 16ª tenista mais importante do mundo, entrou em Roland Garros como quem dissesse silenciosamente: “menos pra quem?”.

Acervo Portal Prates 04 de June de 2026 4 min de leitura

 Na quadra de saibro mais clássica do mundo, onde o dress code quase sempre flerta com o “menos é mais”, Naomi Osaka, a 16ª tenista mais importante do mundo, entrou em Roland Garros como quem dissesse silenciosamente: “menos pra quem?”.

E talvez seja exatamente por isso que Osaka seja uma das figuras mais interessantes da moda esportiva contemporânea. Porque ela não apenas joga tênis. Ela joga identidade. Joga imagem. E, principalmente, joga contra a previsibilidade. Foi assim no  Grand Slam, que começou no dia 18 de maio e termina no dia 7 de junho, em Paris, na França. 

Na quadra de saibro mais clássica do mundo, onde o dress code quase sempre flerta com o “menos é mais”, Naomi Osaka , a 16ª tenista mais importante do mundo, entrou em Roland Garros como quem dissesse silenciosamente: “menos pra quem?”.

E talvez seja exatamente por isso que Osaka seja uma das figuras mais interessantes da moda esportiva contemporânea. Porque ela não apenas joga tênis. Ela joga identidade. Joga imagem. E, principalmente, joga contra a previsibilidade. Foi assim no  Grand Slam, que começou no dia 18 de maio e termina no dia 7 de junho, em Paris, na França. 

Enquanto boa parte do universo do tênis ainda orbita em torno de uma estética limpa, tradicional e quase aristocrática : plissados discretos, polos minimalistas, branco impecável e elegância silenciosa, Naomi surge usando um look dramático, volumoso e quase teatral. Uma construção que parece caminhar entre o haute couture e o sportswear.

Mas o mais interessante é entender que nada ali foi aleatório. O look foi desenvolvido em parceria com Kevin Germanier, designer conhecido por seu trabalho fortemente ligado ao upcycling, à ressignificação de materiais e à construção de peças que transformam excesso em linguagem criativa. E isso muda completamente a leitura do visual.

Porque quando Naomi escolhe trabalhar com um criador que tem como assinatura justamente a transformação de tecidos e materiais reaproveitados em peças de impacto, ela está indo muito além da estética. Ela está escolhendo contar uma história coerente com quem ela é.

Segundo o próprio conceito apresentado, o look traz referências à Paris, à alta-costura e à Torre Eiffel. E talvez seja justamente por isso que ele tenha essa sensação arquitetônica e escultural. As linhas verticais, os brilhos metálicos, o volume e as camadas criam um visual que parece quase uma estrutura em movimento — como se Naomi carregasse um pedaço simbólico da cidade-luz para dentro da quadra.

O mais bonito é perceber que, mesmo em um esporte historicamente marcado pela tradição e pelo minimalismo, Naomi entendeu que autenticidade também pode ser elegância. Que sofisticação não precisa ser silenciosa. E que existir visualmente não deveria ser tratado como exagero.

Aliás, talvez o verdadeiro luxo hoje seja justamente esse: conseguir sustentar o próprio DNA em um mundo que o tempo inteiro tenta padronizar as pessoas.

E é impossível olhar para esse movimento sem fazer um paralelo com o trabalho que a ClosetMy desenvolve em Vitória.

Quando a ClosetMy trabalha a ressignificação de peças, o upcycling ou até mesmo a reconstrução de um guarda-roupa, o objetivo nunca é apenas criar “um look bonito”. O ponto de partida é sempre entender identidade. Entender o que aquela pessoa deseja comunicar antes mesmo de abrir o closet.

Qual é a essência dela?
Qual mensagem ela quer transmitir quando entra em um ambiente?
O que faz sentido para a história dela?

E isso tem muito mais profundidade do que simplesmente acompanhar tendência. Porque vestir-se bem não é sobre parecer outra pessoa. É sobre amplificar quem você já é.

E trazendo isso para o cotidiano, talvez a grande reflexão seja: quantas vezes a gente deixa de mostrar partes importantes da nossa identidade para caber em ambientes que parecem exigir versões mais “clean” da gente?

Naomi nos lembra que estilo não é sobre chamar atenção gratuitamente. É sobre coerência visual com quem você é.


Às vezes, isso aparece em um vestido conceitual inspirado na Torre Eiffel em plena Roland Garros. Às vezes, aparece em um vestido criado com tecidos reutilizados pela CM associado a um tecido texturizado trazido de Nova Iorque para dar vida a uma das peças icônicas desfiladas na The Golden Woman, de Fernanda Prates, em Vitória. 

Mas em ambos os casos existe a mesma intenção: transformar roupa em linguagem.

E convenhamos, no esporte da imagem, autenticidade ainda continua sendo o look mais ousado da temporada. Apesar de Naomi ter perdido nas oitavas de final para a número 1, Aryna Sabalenka, ela provou que nem toda vitória aparece no placar. 

Porque, enquanto o resultado ficou no saibro, sua autenticidade brilhou na passarela invisível que existe entre a moda e o esporte. E se Roland Garros coroou uma campeã nas quadras, Naomi certamente conquistou o Grand Slam do estilo.

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