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Quando a IA mergulha, a Schiaparelli emerge

A Schiaparelli abriu a Semana de Alta-Costura de Paris provando que, quando o assunto é criatividade, ainda existem profundezas que nenhum algoritmo consegue alcançar.

Acervo Portal Prates 08 de July de 2026 3 min de leitura

Por ClosetMy

A Schiaparelli abriu a Semana de Alta-Costura de Paris provando que, quando o assunto é criatividade, ainda existem profundezas que nenhum algoritmo consegue alcançar.

Batizada de “O Abismo”, a coleção de Daniel Roseberry mergulhou no surrealismo característico da maison para mostrar que a verdadeira inovação continua nascendo da inquietação humana. Em um momento em que a Inteligência Artificial invade os processos criativos, Roseberry fez o caminho inverso: em vez de perguntar às máquinas qual seria a próxima tendência, mergulhou na natureza, na arquitetura orgânica de Antoni Gaudí (Barcelona) e no legado de Elsa Schiaparelli. Afinal, entre copiar e criar, existe um abismo.

Conchas, corais, volumes esculturais, superfícies incandescentes e silhuetas arquitetônicas fizeram a criatividade vir à tona. Mas foi na escolha dos materiais que a Schiaparelli nadou contra a corrente: sedas e cetins deram lugar ao látex, ao silicone e a lâminas de tinta cozida moldadas sobre o corpo, dissolvendo as fronteiras entre moda, arte e escultura.

A maison ainda virou a maré sobre seus próprios clássicos. A icônica jaqueta Schiaparelli deixou de ser protagonista para surgir como acessório, enquanto bustiês de silicone azul-leitoso, tentáculos de látex e vestidos que floresciam em tubos de crinolina reafirmaram que reinventar a própria história talvez seja o maior luxo. A cartela inspirada na fauna marinha trouxe rosa-lagosta, tangerina, verde-menta, preto lustroso e o dourado reinventado da maison. Já o futurista sapato The Bubble mostrou mais uma vez que criatividade também se calça.

Mais do que um desfile, foi uma verdadeira aula de como reinventar a própria identidade sem perder a essência.

Na ClosetMy, acreditamos nisso, assim como que tendência boa é aquela que sai da passarela e encontra espaço no closet. Porque inspiração parada na vitrine não veste ninguém. Embora, apenas umas cinco clientes CM, no máximo, topassem usar  um bustiê de silicone em um evento, a essência dessa coleção desembarca facilmente no Espírito Santo por meio dos drapeados, dos volumes estratégicos, das organzas luminosas, do efeito molhado e da cartela de marrons profundos, azul, verde-menta e dourados sofisticados que prometem iluminar casamentos, festas e produções especiais.

Aliás, essas formas esculturais já haviam emergido no nosso radar. Durante nossa passagem pela loja da Schiaparelli, em Londres, percebemos esse movimento em direção aos tecidos que capturam a luz. A inspiração ganhou vida no vestido exclusivo criado pela ClosetMy para os 50 anos da influenciadora fitness Lícia Tovar, no evento “Noites com Sol”. Em organza líquida, marrom e dourado reinterpretados, drapeados e um delicado jogo de luz e sombra, a peça mostrou que o brilho mais elegante não é o que reluz, mas o que traduz uma história.

No Barlavento, Lícia provou que a moda diferencial não precisa ficar ancorada em Paris. Quando tendências encontram identidade, criatividade e propósito, elas atravessam o oceano e ganham sotaque capixaba.

E a ClosetMy gosta exatamente disso: mergulhar primeiro para que nossas clientes sejam as primeiras a vir à tona usando o que o mundo ainda está se acostumando a gostar ou odiar. 

Porque tendências seguem a maré. Mas estilo nada contra corrente.

Confira alguns dos looks que mais nos encantaram e mergulhe com a ClosetMy nesse verdadeiro abismo de criatividade.

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